Recebemos, com mais regularidade do que o esperado, mensagens de pessoas que precisavam de ser vistas por um médico dentista, mas que não conseguem devido à fobia que têm da experiência que é ir ao dentista.

Pensámos que seria pertinente desmistificar este tema e tentar descortinar esta fobia.

Podemos definir esta fobia como um sentimento de medo exagerado e extremo de ir a uma consulta de medicina dentária. Pode ser considerada uma patologia, uma angústia tão intensa, que temos casos de pessoas que se recusam a ser vistas por um médico da especialidade por períodos superiores a 10 anos.

Afinal em que é que se baseia esta fobia?

Em muitos casos o medo da dor está na base da fobia de ir ao dentista. Um medo regularmente associado à lembrança de uma má experiência anterior – uma dor de dentes muito forte, anestesias mal administradas, etc..

A fobia também pode estar relacionada com a percepção de desconforto de uma postura incómoda – estar durante 1 hora na mesma posição, com a boca aberta cheia de aparelhos e ferramentas. Mas, uma consulta não tem de ser incomoda, pelo contrário, na nossa clínica pensamos em primeiro lugar na experiência que proporcionamos aos nossos pacientes, desde o ambientador, à música ambiente, à decoração, ao conforto das nossas cadeiras, ao cuidado no trato, etc..

A incerteza perante aquilo que lhe vão fazer é um sentimento que deixa algumas pessoas angustiadas e ansiosas. Mas não há necessidade, porque nenhum tratamento será realizado sem o seu consentimento, nem, sem que tudo lhe seja explicado ao detalhe.

A verdade é que nós, médicos dentistas, estamos conscientes desta realidade e vamo-nos formando empírica e teoricamente para lidar com este medo. Mas a questão é mais complicada, porque os próprios pacientes é que têm de conseguir fintar a sua fobia para poderem chegar até nós.

Como ultrapassar a fobia?

Identificar a razão do medo: Na tranquilidade da sua casa, pense na razão do medo e tente analisá-la de forma racional.

Vir até à nossa clínica: Se vier à nossa clínica, pedir informações e esclarecer dúvidas, vai conhecer melhor a realidade e perceber que não há razão para ter medo, que os pacientes entram e saem da clínica com tranquilidade.

Escolher um clínica de confiança: Quanto mais souber acerca do espaço clínico onde vai ser tratado e quanto mais recomendações tiver mais confiança vai estar apto a sentir. Pode vir até à nossa clínica falar com as nossas recepcionistas e explicar que sofre desta fobia, de imediato vão-lhe recomendar o médico dentista mais apropriado às suas necessidades.

Marcar consulta o mais rápido possível: Quanto mais rápido for atendido menos oportunidade terá para sentir medo e faltar à consulta. Portanto, marque consulta para o próprio dia – caso tenhamos disponibilidade – ou na mesma semana.

Prepare-se mentalmente: No dia da consulta evite os pensamentos negativos e obsessivos relativos ao medo. Combine algum programa com amigos, dê um passeio ao ar livre, etc.. Pode inclusivamente pedir a um amigo ou familiar que o acompanhem à consulta.

Primeira visita:  A primeira visita ao dentista costuma ser de diagnóstico, onde se faz uma análise do estado de saúde oral do paciente. O resultado desta primeira consulta será então um plano de tratamento completo, portanto não haverá dor. Explique ao médico que sente muito medo, que tem a fobia, para que possa explicar detalhadamente como funcionam os tratamentos.