Embora ainda se saiba pouco sobre esta relação, a periodontite pode ser a doença que explica esta associação, devido à Porphyromonas gingivalis, uma bactéria presente tanto na periodontite como nas doenças cardiovasculares.

A periodontite afeta a gengiva e o osso que suporta os dentes, provocando instabilidade dos dentes e, consequentemente, a perda dos mesmos. Com dentes instáveis ou com a sua perda, surgem diversos problemas orais, como a dificuldade em mastigar ou falar, o mau hálito, e até a mudança das feições do rosto. Fora do âmbito oral, temos vindo a testemunhar cada vez mais informação sobre o impacto da periodontite noutras doenças do corpo.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes, estima-se que a maioria da população adulta mundial – cerca de 3 em cada 4 adultos – seja afectada por alguma forma de doença periodontal; e 5 a 20% da população parece sofrer das formas mais severas de periodontite.

Num estudo levado a cabo na Universidade de Örebro , na Suécia, os investigadores chegaram à conclusão que a bactéria Porphyromonas gingivalis é uma das grandes responsáveis pela doença periodontal, pode induzir ao desenvolvimento da arteriosclerose (quando as paredes das artérias ficam mais duras e perdem elasticidade) podendo originar a alteração genética das proteínas responsáveis pela ativação da inflamação levando ao infarto do miocárdio.

Consulte o nosso artigo com 7 dicas para prevenir a Periodontite aqui .

 

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